a hora que diz
chega encolhe um musgo
sob a pedra, protege
desse sol que junto
ao gelo dos olhos
queima o que eu não vejo:
uma estação do ano à toa, silente,
sufocada por um verão que fala
muito e não diz
nada,
morre na praia
as outras horas
param em volta em
assombro e bocejo daquela
irmã quase morta, escondida no
que já foi
tecemos fábulas pra anunciar em
meias palavras que a morte
olhe veja bem
não desista mas
ainda não foi desta vez
sexta-feira, 16 de março de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário