já que ninguém vinha, um galho, ela escalava: bidê, cadeira, escritório, de melancolia trepada em seu finado marido, o macaco. Quem olhasse, a filha não vinha, seus olhos molhados de mamífero vivo enxergante e desperto ~ o quanto de mim vivo é úmido ~ e o quanto do morto umedeço, te orno em cascas de banana, esfrego o fruto amarelo no teu rosto, meu amor primata, e choro selvagem, antes que me façam fazer piruetas
encontraram a mulher gutural na cozinha, sentada na fruteira e levaram-na pro ibama, que era macaca, juraram. Marido, meu homem, meu macaco, o corpo deixado rituais fúnebres dos primatas, sem enterro. O humano é o único animal que arquiva seus mortos. Por que eu falo de arquivo? me falta um rabo e galhos pra dependurar. Me falta um corpo coberto de pelos. me falta a ordem primária dos bichos: essa que só morre quando é hora.
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